terça-feira, junho 13, 2006

ISE 2003

Uma foto antiga do ISE...
bjos
Luciana


quinta-feira, junho 01, 2006

Textos sobre estrutura de participação e piso conversacional

Os textos a seguir serão base da discussão do próximo encontro do grupo, que será na sexta-feira, 09 de junho.


Sobre Estruturas de Participação:

DURANTI, A. (1997). Linguistic anthropology. Cambridge: Cambridge University Press. Capítulo 9 - Unidades de Participação.
(Em que o autor aponta três maneiras de se estudar o tema, que são as abaixo relacionadas)

PHILIPS, S. U. (2001). Participant structures and communicative competence: Warm Springs children in community and classroom. In: DURANTI, A. (org.). Linguistic Anthropology: A Reader. Blackwell Publishers. pp. 302-317.

GOFFMAN, E. Footing. (2002). In: RIBEIRO, B. T. e GARCEZ, P. M. (Orgs.), Sociolingüística Interacional. São Paulo: Loyola.pp. 107-148.

GOODWIN, M. H. (1990). He-Said-She-Said: talk as social organization among black children. Bloomington: Indiana University Press.


Outros textos igualmente importantes na discussão:

CAZDEN, C. B. (2001). Classroom discourse: The language of teaching and learning. Portsmouth, NH: Heinemann.

ERICKSON, F. (1982). Classroom Discourse as Improvisation: relationships between academic task structure and social participation structure in lessons. In: L.C. Wilkinson (ed.), Communicating in the Classroom. New York: Academic Press.

ERICKSON, Frederick.(2004). Talk and Social Theory: Ecologies of speaking and listening in everyday life. Cambridge UK: Polity Press.

GOODWIN, M. H. & GOODWIN, C. (In press). Participation. In A. Duranti (Org.), A companion to linguistic anthropology. Oxford: Blackwel.

O’CONNOR, M. e MICHAELS, S. (1996). Shifting participant frameworks: Orchestrating thinking practices in group discussion. In: HICKS, D. (Org.). Discourse, learning and schooliing.Cambridge: Cambridge University Press. pp. 63-103.


Sobre Piso Conversacional:

EDELSKY, C. (1981). Who’s got the floor? Language in Society, vol. 10. pp. 383-421.

JONES, R. e THORNBORROW J. (2004). Floors, talk and the organization of classroom activities. Language in Society, vol. 33. pp. 399–423.

THORNBORROW, J. (2003). The Organization of Primary School Children’s On-Task and Off-Task Talk in a Small Group Setting. Research on Language and Social Interaction, v. 36, n. 1. pp. 7-32.


E para terminar:

SHULTZ, J., FLORIO, S., and ERICKSON, F. (1982). Where’s the Floor? Aspects of Cultural Organization of Social Relationships in Communication at Home and at School. In P. Gilmore and A. Glatthorn (eds.), Ethnografy and Education: children in and out of school. D.C.: Center for Applied Linguistics. pp. 88-123.

quarta-feira, maio 24, 2006

Seinfeld e a Análise da Conversa

Descobri que Jerry Seinfeld, criador e protagonista de um dos seriados norte-americanos mais brilhantes de todos os tempos, além de grande humorista e cronista do cotidiano é também analista da conversa nato. Explico: hoje, assistindo a mais um episódio do seriado Seinfeld (que passa todo dia no SONY, para quem tem tv paga) me dei conta de que o comediante fez várias análises conversacionais interessantíssimas (e pode ser considerado até mesmo um etnometodólogo, eu diria).

E não apenas Jerry, como seus companheiros George (o eterno loser), Elaine (a eterna “adoro problemas”) e Kramer (o eterno louco) também o acompanham nas análises. Quando pensaram em fazer um seriado que fosse sobre o nada, como os criadores da série contaram, sem dúvida apontaram para o nada que faz o cotidiano, ou melhor, o quase nada: as questões micro sociais e políticas que aparecem em uma conversa de bar, numa discussão sobre um sanduíche, família, trabalho, time de futebol, cereais, e assim por diante.

O que mais impressiona é quando os personagens discutem o quanto alguns detalhes de uma conversa modificam as ações dos seus participantes. Dou exemplos: em um episódio que tratava, entre outras coisas, dos favores incômodos que se pede a amigos, Seinfeld chama a atenção para como o tamanho do favor que se pede é diretamente proporcional à pausa que segue o enunciado: “Posso te pedir um favor?”.
No episódio de hoje, houve um momento ainda mais acentuado de análise conversacional. George está narrando para Seinfeld no café que após falar para a mulher com quem estava saindo “eu te amo”, ela imediatamente disse: “vamos comer alguma coisa?”. Seinfeld então analisa minuciosamente: teve alguma pausa ou ela respondeu imediatamente? Qual palavra ela enfatizou, o início ou o final? Qual a ordem em que isso aconteceu? O que eles estavam conversando antes? Aí vemos a análise de aspectos cruciais como silêncios, relevâncias, ordem, seqüência. Trata-se de um grande observador dos métodos pelos quais as pessoas fazem a vida. Didático, simples, sutil e engraçado. E o mais impressionante: tudo isso sem ter lido 74, 77 e os alfarrábios schegloffianos.

E como está na moda publicações do tipo “Seinfeld e a Filosofia”, por que não fazer também "Seinfeld e a Análise da Conversa"?

Lia

quarta-feira, maio 17, 2006

Reunião do Grupo ISE de maio

Na próxima sexta-feira haverá reunião do grupo. O encontro discutirá questões da monografia de conclusão de curso da colega Paola Guimaraens Salimen, que levará alguns dados do seu trabalho para discutir conosco.

Aguardamos, Paolinha!

IX Convenção de Professores de Língua Inglesa dos Estados do Sul - APLIEPAR, APLISC e APIRS

Tema: “Integrando perspectivas no ensino e aprendizagem de inglês / Integrating perspectives in teaching and learning English”
Data: 02 e 03 de junho de 2006
Local: Florianópolis (Hotel Praiatur - Ingleses)
Informações: www.cce.ufsc.br/~aplisc

quinta-feira, maio 11, 2006

Luanda no I Seminário Local Conexões de Saberes UFRGS


Nossa colega de ISE, Luanda Sito, participou como painelista do I Seminário Local Conexões de Saberes UFRGS, nesta quinta-feira, 11 de maio. O Painel tinha como título "Ações Afirmativas: o ingresso e a permanência de estudantes negros e indígenas é possível na UFRGS?" e foi promovido pelo Grupo de Trabalho de Ações Afirmativas.
Junto com Luanda, que representou a AFROUFRGS, falaram: Caco Silva (Movimento Negro), Zaqueu Kaingang (Povos Indígenas), Ângelo Silva (Secretário de Assuntos Estudantis / UFRGS), Edílson Nabarro (Técnico Adminstrativo PRORH/UFRGS) e José Carlos dos Anjos (Professor Doutor do Departamento de Sociologia IFCH/UFRGS).
Perdoem a publicação tardia do evento, mas deixo o espaço aberto para que possamos discutir tal assunto, assim como convido a Luanda a publicar um breve comentário a respeito de sua fala.
Parabéns, Luanda!

Eventos interessantes

I Congresso Latino-Americano de Formação de Professores de Língua
Data: 09 a 11 de novembro
Local: Florianópolis
Envio de resumos: até 15 de maio
Informações: www.cce.ufsc.br/~clafpl

XXI Encontro Nacional da ANPOLL
Data: 19 a 21 de julho
Local: PUC-SP
Envio de resumos: até 22 de maio
Informações: www.anpoll.org.br

2. Seminário Brasileiro de Estudos Culturais e Educação
Data: 02 a 04 de agosto
Local: ULBRA
Envio de resumos: até 15 de maio
Informações: www.ulbra.br/2sbece