quinta-feira, setembro 28, 2006

Grupo ISE - Interação Social e Etnografia


Grupo ISE - Intera�o Social e Etnografia

Nos dias 4 e 5 de agosto, o Grupo ISE desenvolveu no Instituto de Letras da UFRGS as Oficinas de Trabalho com a Profa. Dra. Lorenza Mondada, da Université de Lyon 2/ENS-França.

No dia 4, sexta-feira, a Dra. Mondada apresentou um panorama teórico sobre Etnometodologia e Análise da Conversa em relação a questões de cognição e aprendizagem, que foi a introdução perfeita para as discussões que viriam no decorrer das oficinas.

Durante as sessões de análise de dados gerados pelos participantes do grupo de pesquisa e pelas pesquisadoras convidadas da Unisinos, a Dra. Mondada foi extremamente cordial e entregue ao trabalho conjunto, e nos presenteou com finas observações sobre detalhes da seqüencialidade das ações, construindo novas percepções que enriqueceram as nossas análises. Exemplos dessas percepções, por lembrar alguns, foram: no excerto "How do you say 'vender'?", apresentado por Ana Luiza Freitas e Paola Guimaraens, a observabilidade do fato de as formas lingüísticas não pertencerem a um código determinado e serem um practical achievement (daí as possíveis compreensões de /se:ıυ/), ou, no "Segmento 2”, apresentado por Cristina Uflacker, a relevância das últimas ações do segmento para a definição local de toda a atividade anterior e para a valorização da seqüência encaixada (sobrecomo é na nossa terra ,”). Outras questões, analisadas nos dados apresentados (reparo e aprendizagem de vocabulário - Mariola L. Abeledo; controle social justificado – Paloma Melo; identidades em conflito – Alexandre do Nascimento Almeida; co-construção de turno – Dra. Ana Cristina Ostermann, Thaís Pisoni e Caroline Rodrigues da Silva; construção da participação na fala-em-interação – Lia Schulz; divergências e convergências – Gabriela Bulla), e outras, surgidas da prática de pesquisa (como a questão do uso de tecnologia na geração de dados), foram discutidas também nas sessões.

As oficinas foram uma ocasião maravilhosa para o Grupo compartilhar e discutir análises, idéias e dúvidas, lidando diretamente com os dados dos colegas, com a valiosa presença da Dra. Mondada para nos auxiliar e inspirar.

segunda-feira, agosto 14, 2006

CELSUL

VII Encontro do CELSUL
Círculo de Estudos Lingüísticos do Sul
Data: 18-20 de outubro de 2006
Local: Pelotas, RS
Prazo para envio de resumos: 31 de agosto
Informações: http://antares.ucpel.tche.br/celsul/index.htm

Vamos lá?

A Bússola do Escrever


Por sugestão da Zoraia Bitencourt, colega do Mestrado da Educação que fez a disciplina Língua e Sociedade conosco, fui ler um artigo do livro “A Bússola do Escrever – desafios e estratégias na orientação de teses e dissertações”, organizado por Lúcio Bianchetti e Ana Maria Netto Machado.

O artigo chama-se “Viver a tese é preciso” e a autora é Maria Ester de Freitas. O texto é muito bom e recomendo fortemente para todos aqueles que já escreveram ou escrevem uma dissertação ou tese, ou que ainda vão escrever.

A autora faz uma análise bem humorada de como nos transformamos no percurso de escrever um trabalho assim: da nostalgia dos tempos em que apenas fazíamos créditos, até nos tornarmos grandes chatos, perseguidores de prazos. As três fases caricaturais que ela descreve desse processo são: 1) “Não me pergunte sobre a minha tese ou por que na minha tese...”, em que fugimos de qualquer um que ouse nos perguntar como vai o trabalho; 2) “Pelo amor de deus não me convide” diz respeito à fase mais longa em que começamos a dizer não para todos os convites para qualquer coisa que não seja a tese; 3) “A tese está me vigiando” é da culpa, já que não existe tese sem culpa, seja do tamanho que ela for...

Para terminar, a autora nos lembra do quanto "no fundo" tal tarefa é cheia de beleza, mesmo que tomada de ansiedade e angústias. Apesar de tudo, há boas razões para continuarmos. E vale a pena descobri-las!


Outra surpresa agradabilíssima que encontrei no livro foi o artigo “A revisão bibliográfica em teses e dissertações: meus tipos inesquecíveis – o retorno”, de Alda Judith Alves-Mazzotti. A autora faz ótimos apontamentos do que deve ter uma boa revisão de literatura. Mas o mais interessante do artigo é o que não deve ter, ou o que não deve ser uma revisão bibliográfica. Aqui vão alguns exemplos de tipos de revisão a serem evitados:

Summa – ou “Do universo e outros assuntos” – O autor decide esgotar o assunto, retratando tudo o que já foi dito a respeito na literatura ocidental;
Arqueológico – a mesma preocupação anterior mas com ênfase na visão diacrônica;
Patchwork – ou “Saudades de Ariadne” - colagem de conceitos, autores e pesquisa sem qualquer fio condutor;
Caderno B – trata dos assuntos mais complexos de modo ligeiro e sem aprofundamento;
Cronista social – aquele que “dá um jeitinho” de usar conceitos ou autores que estão na moda;
Off the records – o autor garante total anonimato as suas fontes, valendo-se de expressões como “sabe-se”, “tem sido observado”, “muitos autores”, “vários estudos”, e similares;
Ventríloquo – o autor só fala pela boca dos outros, citando-os literalmente ou parafraseando as idéias. Não há tomada de posição do próprio autor.

Quem quiser saber mais, ou descobrir qual o seu “tipo”, leia o artigo que é excelente!

Beijos, Lia

domingo, julho 30, 2006

Festinha 28/07


Uma lembrança da festinha de sexta-feira.
Abração,
Luciana

quarta-feira, julho 26, 2006

Sugestão de Leitura

O livro "A Pedagogia da Felicidade: superando a escola entediante", de Jaume Trilla, traz uma excelente reflexão sobre o que é uma escola "tradicional". O autor, da Universidade de Barcelona, abandona qualquer dicotomia ou maniqueísmo para discutir de fato como a escola se tornou entediante e uma insituição fechada em si mesma. Após uma análise genealógica foucaultiana, com discussão de imagens, textos (literários e históricos) e quadrinhos, Jaume também propõe o que chama de Pedagogia da Felicidade: uma pedagogia voltada para a vida.

Para todos aqueles que querem conhecer um pouco melhor como a escola acabou sendo caracterizada como tradicional e os múltiplos sentidos deste adjetivo, e, além disso, refletir por meio de uma visão propositiva e otimista da vida, é uma ótima leitura!

sexta-feira, julho 14, 2006

Primeiras impressões a respeito do programa Elan...

Achei bem interessante a idéia de poder adicionar comentários a cada centésimo de segundo e, depois, poder (re)visitar trechos a partir desses comentários, segmentações etc. Também achei legal a possibilidade de se trabalhar com até quatro vídeos ao mesmo tempo, o que facilita a análise para quem gerar dados c/ até quatro câmeras, pegando ângulos diferentes.
Uma coisa que senti falta foi a faixa de voz que o Sound Forge oferece...
Continuarei minha exploração e depois posto mais considerações.
Abraços;
m
Gabi.